segunda-feira, 2 de maio de 2016
Eduardo Cunha, o operador do Golpe
Documentos da suiça revelam que o esquema de Eduardo Cunha movimentou R$ 411.000.000,00 (Quatrocentos e onze milhões de reais).
Documentos do Ministério público da Suíça entregues à Procuradoria Geral da República apontam que o presidente da câmara fez 58 transações no exterior em 29 contas bancárias. As transações foram realizadas entre 2007 e 2014, e parte do dinheiro que circulou por estas contas não foi identificada.
Talvez você pense que ele ficou com toda essa quantia pra uso própria ou que tenha recebido toda esta montanha de dinheiro pra sí. Engano seu, Todas estas transações financeiras no exterior com esta quantidade enorme de dinheiro já tinham destino certo e objetivo, ou como você acha que ele chegou a presidência da câmara? de graça?
Dizem por aí, que Eduardo Cunha financiou muitas campanhas, distribuiu generosamente dinheiro a aliados, criando a maior rede de influência jamais vista no congresso nacional. Como diz Ciro Gomes, ele comprou todo mundo e com muito dinheiro. Como, de outra maneira faria os desmandos que ele realiza em votações, em comissões e pautas dentro do plenário. Quando dizem que muitos o temem, é verdade. Ele tem toda uma bancada nas mãos, e muito dinheiro para moldar as "consciências" a seu bel prazer. Falando assim, parece até o roteiro de um filme de suspense e intrigas. Não se pode negar que Eduardo Cunha é um político profissional, habilidoso com as palavras, conhecedor dos atalhos do regimento interno, e uma equipe por trás de sí, de igual calibre, afinal ele vem de longa data vivendo assim, no mundo das negociatas e dos cargos no executivo estadual e federal, veja na lista (ou ficha corrida) no site GGN:
http://jornalggn.com.br/noticia/a-ficha-de-eduardo-cunha-o-mais-novo-notavel-da-republica.
Eduardo Cunha já orbitou grandes nomes da política brasileira, até se tornar o hoje conhecido político que é, vejamos:
- Em 1982, fez campanha para Eliseu Resende;
- Mais tarde em 1986, trabalhou para Moreira Franco;
- em 1989, embarcou no trem colorido de Fernando Collor, trazido por PC Farias; Teria sido ele responsável pela descoberta de uma falha no registro. do PMB, que teria impedido a candidatura de Silvio Santos;
- Foi convidado por Collor agora presidente, para integrar a equipe econômica comandada por Zélia Cardoso, ele declina, e a pedido de PC Farias, é nomeado por Collor à presidencia da Telerj; (Na Telerj, Eduardo Cunha foi envolvido em um escândalo de superfaturamento, quando foi descoberto que ele havia assinado um aditivo de US$ 92 milhões a um contrato da Telerj com a fornecedora de equipamentos telefônicos NEC do Brasil (então controlada pelo empresário Roberto Marinho), em vez de abrir nova licitação).
- Após o impeachment de Collor, foi exonerado da presidência da Telerj em 93;
- Em 1995, no governo garotinho, ganhou a secretaria de habitação, e a estatal Cehab, onde se envolveu em escândalos. Teve influência na Estatal Cedae e seu fundo de prensão Prece, onde novamente foi acusado de irregularidades;
- Em 2004, com o comando da bancada de Garotinho, Cunha disputou a liderança do PMDB na câmara com José Borba (PR), e seu apoio foi decisivo para manter Michel Temer, na presidência do partido.
- E olha só, onde morava em 2005, estratégicamente, em Brasília, num flat pago pelo doleiro Lúcio Funaro, que era investigado pela CPI dos correios por envolvimento no mensalão e em irregularidades no fundo de pensão PRECE da CEDAE-RJ, empresa sob forte influência de Cunha;
- Em 2007, pasmem, Cunha foi o fiador do acordo entre Michel Temer e Arlindo Chinaglia, do PT, para se alternarem na presidência da câmara. Em Troca, indicou para furnas o ex-prefeito do Rio Luiz Paulo Conde. Que pena que Arlindo Chinaglia não tinha uma bola de cristal, para saber que estava alí, alimentando alí, não só um, mas dois monstros, que viriam a se voltar contra ele, sete anos depois, com o habitual jogo sujo, solapar a presidência da câmara de vêz.
De quebra, Cunha tornou-se, num momento crucial da política nacional, o terceiro na linha sucessória, no já tramado golpe institucional. E tem gente inocente que acha que tudo isso, foi acontecendo assim, ao sabor dos dias, por acaso, ou por caprichos do destino. Não, tudo isso foi tramado nos gabinetes e jantares dos conspiradores hábeis da nossa pobre política, se aproveitando da nossa frágil e jovem democracia.
Um viva as conspirações e as maracutaias legislativas.
Manoel Augusto
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