segunda-feira, 2 de maio de 2016

CPMF: De imoral para Dilma, A menina dos olhos para Temer!



Deputados da oposição lançam movimento “Basta de Imposto, não à CPMF” - Foto: Foto: Nilson Bastian/ Câmara dos Deputados (16/9/2015)

Até pouco tempo atrás, a volta da CPMF erá tida como imoral, como uma afronta ao povo brasileiro, e foram criadas algumas celeumas no congresso nacional. A foto acima do movimento da oposição "Basta de imposto, não a CPMF", afirmando a posição que não aceitaria qualquer proposta de aumento de impostos. 

          Nada como um dia após o outro, não é mesmo. Agora, em Maio de 2016, a oposição prevendo um eventual governo Temer, já fala em reeditar o tão mal falado imposto, como forma de reequilibrar as contas devido a queda de arrecadação do executivo. 

          Como toda brasileiro conhece bem o ditado: Pimenta no olhos dos outros é refresco. Claro que sabemos, que toda essa polêmica criada em torno da proposta do governo Dilma, de reeditá-la, a CPMF, era mais uma estratégia da oposição para atravancar e combalir ainda mais as finanças do país, numa continuação da política sórdida do: Quanto pior, melhor!



Talvez seja bom a CPMF voltar

Nosso problema principal não é ideológico, é contábil. Sabemos que é uma coisa não muito desejada, mas algum sacrifício o país vai ter que fazer. Antipatizada, talvez ela seja boa, nem que seja por um tempo determinado.

Arnaldo Jabor - Em comentário da Rádio CBN,em quarta, 17 de abril de 2016.

Acho que os estúpidos da vez, somos nós, não é mesmo, que agora vamos bater panelas pela volta da "Querida" CPMF, para ajudar um Governo Temer.

                     Manoel Augusto

Eduardo Cunha, o operador do Golpe


          Documentos da suiça revelam que o esquema de Eduardo Cunha movimentou R$ 411.000.000,00 (Quatrocentos e onze milhões de reais).  

          Documentos do Ministério público da Suíça entregues à Procuradoria Geral da República apontam que o presidente da câmara fez 58 transações no exterior em 29 contas bancárias. As transações foram realizadas entre 2007 e 2014, e parte do dinheiro que circulou por estas contas não foi identificada.
          Talvez você pense que ele ficou com toda essa quantia pra uso própria ou que tenha recebido toda esta montanha de dinheiro pra sí. Engano seu, Todas estas transações financeiras no exterior com esta quantidade enorme de dinheiro já tinham destino certo e objetivo, ou como você acha que ele chegou a presidência da câmara? de graça?
          Dizem por aí,  que Eduardo Cunha financiou muitas campanhas, distribuiu generosamente dinheiro a aliados, criando a maior rede de influência jamais vista no congresso nacional. Como diz Ciro Gomes, ele comprou todo mundo e com muito dinheiro. Como, de outra maneira faria os desmandos que ele realiza em votações, em comissões e pautas dentro do plenário. Quando dizem que muitos o temem, é verdade. Ele tem toda uma bancada nas mãos, e muito dinheiro para moldar as "consciências" a seu bel prazer. Falando assim, parece até o roteiro de um filme de suspense e intrigas. Não se pode negar que Eduardo Cunha é um político profissional, habilidoso com as palavras, conhecedor dos atalhos do regimento interno, e uma equipe por trás de sí, de igual calibre, afinal ele vem de longa data vivendo assim, no mundo das negociatas e dos cargos no executivo estadual e federal, veja na lista (ou ficha corrida) no site GGN:

http://jornalggn.com.br/noticia/a-ficha-de-eduardo-cunha-o-mais-novo-notavel-da-republica.

          Eduardo Cunha já orbitou grandes nomes da política brasileira, até se tornar o hoje conhecido político que é, vejamos:

- Em 1982, fez campanha para Eliseu Resende;
- Mais tarde em 1986, trabalhou para Moreira Franco;
- em 1989, embarcou no trem colorido de Fernando Collor, trazido por PC Farias; Teria sido ele responsável pela descoberta de uma falha no registro.  do PMB, que teria impedido a candidatura de Silvio Santos;
- Foi convidado por Collor agora presidente, para integrar a equipe econômica comandada por Zélia Cardoso, ele declina, e a pedido de PC Farias, é nomeado por Collor à presidencia da Telerj; (Na Telerj, Eduardo Cunha foi envolvido em um escândalo de superfaturamento, quando foi descoberto que ele havia assinado um aditivo de US$ 92 milhões a um contrato da Telerj com a fornecedora de equipamentos telefônicos NEC do Brasil (então controlada pelo empresário Roberto Marinho), em vez de abrir nova licitação).
- Após o impeachment de Collor, foi exonerado da presidência da Telerj em 93;
- Em 1995, no governo garotinho, ganhou a secretaria de habitação, e a estatal Cehab, onde se envolveu em escândalos. Teve influência na Estatal Cedae e seu fundo de prensão Prece, onde novamente foi acusado de irregularidades;
- Em 2004, com o comando da bancada de Garotinho, Cunha disputou a liderança do PMDB na câmara com José Borba (PR), e seu apoio foi decisivo para manter Michel Temer, na presidência do partido.
- E olha só, onde morava em 2005, estratégicamente, em Brasília,  num flat pago pelo doleiro Lúcio Funaro, que era investigado pela CPI dos correios  por envolvimento no mensalão e em irregularidades no fundo de pensão PRECE da CEDAE-RJ,  empresa sob forte influência de Cunha;
- Em 2007, pasmem, Cunha foi o fiador do acordo entre Michel Temer e Arlindo Chinaglia, do PT, para se alternarem na presidência da câmara. Em Troca, indicou para furnas o ex-prefeito do Rio Luiz Paulo Conde. Que pena que Arlindo Chinaglia não tinha uma bola de cristal, para saber que estava alí, alimentando alí, não só um, mas dois monstros, que viriam a se voltar contra ele, sete anos depois, com o habitual jogo sujo, solapar a presidência da câmara de vêz. 
          De quebra, Cunha tornou-se, num momento crucial da política nacional, o terceiro na linha sucessória, no já tramado golpe institucional. E tem gente inocente que acha que tudo isso, foi acontecendo assim, ao sabor dos dias, por acaso, ou por caprichos do destino. Não, tudo isso foi tramado nos gabinetes e jantares dos conspiradores hábeis da nossa pobre política, se aproveitando da nossa frágil e jovem democracia.
          Um viva as conspirações e as maracutaias legislativas.

                              Manoel Augusto


          

sábado, 30 de abril de 2016

Quando a indignação é Seletiva


Reproduzo aqui o post de Os Mortadelas sob o título de     -
O que te incomoda e o que deveria?

Por Bárbara:
-Pof, hoje eu tô feliz!!!
-Ah... é... qual é o motivo?
-Dia 25 é o dia que depositam o bolsa-família, ontem minha mãe sacou e hoje vamos fazer compra no mercado, um  monte de coisas gostosas.
-Quanto vocês recebem?
-A gente recebe 92 reais.
-Que coisas gostosas você compra? E dá para o mês inteiro?
-Dá pra comprar duas sacolas de cheias de pão fatiado, nescau, iogurte e leite fermentado...e eu vou comendo de pouquinho para durar mais!!
A minha pergunta é: Por que as pessoas se incomodam com os 92 reais da minha aluna e nem ligam para o auxílio moradia dos juízes (do estado do Paraná que é de 4300 reais?
          Quando  a  presidente  anunciou aumento  no  programa Bolsa-família, houve quem criticasse, um aumento de 5% do mesmo, mas não vimos a mesma disposição para criticar um aumento para o judiciário, de 41,47%, com impacto no orçamento de 2016 de 1,160 bilhão de reais, num momento que se prevê deficit primário de mais de 100 bilhões. Nada contra os servidores do judiciário, mas a verdade que não houve do congresso a mesma preocupação com as contas públicas, mais ainda, num ano em que se tentou tirar do bolsa-família 10 bilhoes de reais, que devolveriam milhares de famílias a linha de extrema pobresa, e num ano de crise econômica e taxas altas de desemprego. Como dizia minha avó: farinha pouca, meu pirão primeiro. Quando a ferida é exposta é que se vê como a indignação é seletiva no Brasil.

                       Manoel Augusto
          

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Massificação de uma idéia. O Massacre das consciências.


          Massificação é a ação e o efeito de massificar. Verbalmente, significa tornar massivo aquilo que não era. Tudo relacionado a idéia de massa, das massas, de um todo, do coletivo que compartilham ideías e comportamentos. 
        É assim que nascem os movimentos coletivos, assim nascem as revoluções, os levantes, as idéias gerais, passadas de boca em boca, em através da mídias, direto as multidões. 
        Sendo assim, massificação é um instrumento poderoso, ainda mais tendo ferramentas igualmente poderosas a seu serviço, como as mídias, profissionais capacitados, grandes organizações dando suporte financeiro, é assim é praticamente impossível impedir que idéias sejam passadas as massas e elas reajam de acordo com esta percepção "contaminada", com objetivos bem definidos.
          Em outro aspecto, e este serve bem a determinados grupos, quando se utiliza a massificação de idéias, é que esta é um processo subjetivo, difícil de determinar, de onde veio a idéia, quem a colocou em movimento, e quando e como as massas a aceitaram e a absorveram. Quando estes aspectos chegam a ser determinados, já é extremamente tarde para deter uma idéia errônea, ou lesiva a sociedade como um todo. 
          É o que vivemos agora, no Brasil. São criados factóides todos os dias, e geram uma diversidade de sentimentos às massas, desde ódio, medo, incertezas, dúvidas e por aí vai. 
         Ninguém está preocupado ou nem procurou saber se é verdade ou mentira o que se está sendo divulgado, ou pela tv, ou pela internet e pelas manchetes de jornal. Assim são criados vilões aos montes, ladrões que nada roubaram, criminosos que jamais cometeram um crime, condenados que nem chegaram a ser julgados, e todos sem exceção são suspeitos de algum mal-feito, e pior ainda, são culpados da crise por que passa o país. Levam as pessoas a crêr, principalmente, aqueles que orbitam o senso comum, que são a maioria do povo, a sentir-se lesados por atores que nada tem a ver com esta crise, que nasceu fora do país. Mas quem irá enxergar isso, diante de um fumaça densa de más informações, fabricadas diariamente para causar efeito, e devastador em nossas pobres cabeças. A contra-ínformação, que é feita por blogs e redes sociais, as mais variadas tentam fazer frente a esta fumaça toda, e libertando alguns da "matrix", mas é pouco. A luta que se avizinha é grande, e não podemos desistir. Contudo, acho que vencida essa batalha, o nosso povo não será mais tão inocente como dantes, mas crescerá em consciência política e social. 
          E queria que você assistisse a um trecho da entrevista de Crioulo a Lázaro Ramos, https://www.facebook.com/Operacionais/videos/1124349530937558/ no programa Espelho, do Canal Brasil,  onde uma frase dele revela magistralmente, o efeito da massificação de uma idéia propagada ao coletivo: "...mas o que eu quero é que todo mundo seja feliz, não tem problema nenhum você ter cinco refeições ao dia, ou seis, pra mim isso não tem problema nenhum, o Grande problema é nosso povo, a maioria não ter uma refeição ao dia, e ainda se sentir culpado". É uma idéia passada massivamente ao povo: você é pobre por culpa sua, o Brasil está em crise por que você recebe bolsa família, ou bolsa de estudos, ou bolsa gás de cozinha, sei lá. É o massacre das consciências fabricando pobres culpados. Mas com isso, todos sofremos.

                       Manoel Augusto

Uma realidade incoveniente. O olhar indigno sobre a dignidade alheia.



          O lugar do outro, ninguém quer. A dor que dói no fulano, não é a dor que quero pra mim. Quem nunca passou fome, não pode falar de fome, não sabe o que é. Quem nunca padeceu de falta de oportunidade não pode julgar quem nunca a teve, não sabe dessas ausências. Ausência de tudo, ausência até de dignidade, não que quem vive na pobreza seja indigno, não é isso, mas viver de uma maneira que ninguém merecia viver, isso é indigno. 
          Eu jamais poderia julgar quem recebe bolsa família, pois sei que este é o único garantidor de alguma dignidade mínima para milhares de famílias pelo Brasil. Dizer que são  migalhas é muito fácil, dentro da minha "dignidade" conquistada, as vezes com trabalho duro, reconheço, pois então, se isso é mísero, e pouco, como incomoda tanto, quem não precisa dele. Por que causa tanta indignação (olha a dignidade aí de novo), o governo repartir um pouco, um quinhão, aos menos favorecidos. Que falta fará aos outros brasileiros que dele não precisam, já que é tão pouco? Será que não é porque é muito pouco, então as pessoas ficam revoltadas por o governo dar tão pouco aos mais pobres? Mas eu não vejo ninguém dizer que é pouco, que é insuficiente, mas que é para vagabundos que não querem trabalhar (o que em raros casos, talvez seja verdade), mas esmagadoramente, é o complemento da comida mínima sobre a mesa, é um sabão para lavar a roupa, que antes era lavada sem ele, é um leite para as crianças, pelo menos no início do mês, depois é esperar chegar o próximo. Todos sabem que não dá pra quase nada...
          Brasileiros, vamos colocar nossas consciências para funcionar, e se não fazemos a nossa parte em dividir o quinhão a cada um, deixemos o governo fazê-lo. Não caia nessa falácia de criticar quem tem bem menos que você. Agradeça a Deus, todos os dias por você não precisar.

                         Manoel Augusto

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Como nasceu o golpe. Uma longa novela - 2010 a 2016.



As forças a serviço do capital, são imensas, não há limite financeiro para comprar a mão de obra legislativa e legal. Atuando em todas as frentes desde de antes das eleições de 2010, quando apostaram em José Serra, com um pé atrás, e seu partido da Social Democracia do Brasil, PSDB. O golpe foi dificultado naquele momento pois a crise internacional bateu forte, mais forte do que eles calcularam  e o Brasil  resistiu mais do que eles  esperavam (Os abutres e o fundo da Ponte de Pedra), e assim tiveram que recuar. Dilma venceu com certa tranquilidade ao candidato do capital, o cara que havia se comprometido a afastar a petrobrás do Pré-sal e derrubar a lei de partilha do mesmo.  Apesar deste recuo, as intenções permaneceram as mesmas, os atores pouco mudaram em quatro anos e vieram com mais força em 2014, apostando agora pesado em Aécio Neves, e uma derrocada do Governo Federal, já apostando na crise e num congresso subserviente, para minar a fraca base do governo. Já havia um plano B, as denuncias de Edward Snowden, viriam a revelar que a Petrobrás e autoridades brasileiras estavam sendo espionadas, e todo este material viria a servir fartamente em um futuro próximo, juntamente com as revelações de WikiLeaks, dos cabogramas oficiais do departamento de estado estadunidense sobre os interesses de Chevron e Exxon no Brasil, e suas ligações com nossos velhos conhecidos da Social Democracia. Uma vez perdida a eleição, com Aécio, antecipadamente cantando vitória, e um clima já de divisão social, do nós contra eles, do sul contra o nordeste, do pobre contra o rico, e mil outras divisões criadas e acirradas pela mídia comprada e interesseira, nascia o golpe. Como na europa e na ásia, as ong's das revoluções coloridas, injetaram seu dinheiro e seus fartos dossiês sobre a corrupção na política brasileiras, e o uso das estatais para financiar campanhas,  corrupção e enriquecimento ilícito. Assim em 17 Agosto de 2014, a operação lava-jato foi deflagrada em sua fase ostensiva, em seguida da-se o start dos coloridos do MBL, criado em dezembro de 2014. Nasce assim a campanha do ódio ao PT, aos movimentos sociais, a partidos de esquerda, como PSOL, PCdoB, e outros alvos de esquerda, intelectuais, artistas, juristas, cidadãos comuns, e qualquer um que se declare a favor do governo Dilma. Surgem as passeatas anti-PT, anti-Dilma e Lula. Os poderoso meios de comunicação massificam idéias de que há um plano diabólico das esquerdas, de se manter no poder, de um tal foro de são paulo, de uma ditadura bolivariana, de invasão cubana, e outras loucuras mais, pura lavagem cerebral, que criaram este clima de ódio e uma catarse coletiva anti-tudo que seja mais a esquerda.
        Tudo isso, meticulosamente planejado, fora do país e aqui, numa grande rede de informações, suporte financeiro robusto, e apoio do empresariado, das federações das industrias, artisticamente, quase poeticamente, inspirados por uma operação lava-jato, midiática e cheia de capítulos emocionantes, digno de rede de intrigas e teorias da conspiração. E como brasileiro adora uma novela, o golpe tinha dado certo. Era só usar os ingredientes corretos e misturados num grande caldeirão, surge a personificação do golpe, um pato mostruoso, cego e assustador. O golpe é só o começo, não se iludam. O que vem a seguir, se passar o golpe será trágico para a classe trabalhadora e os menos favorecidos.
         Deus nos livre deste golpe.






terça-feira, 26 de abril de 2016

O QUE REPRESENTA O PATO?



O QUE REPRESENTA O PATO?

De inocente este símbolo não tem nada!
Algumas pessoas avistaram de longe, porque ele é grande, chama a atenção de quem passa.
Parece bonitinho, e foi o que disseram algumas meninas em Brasília.
O que elas não sabiam era o que ele representava, e quem eram os donos do pato, gigante e cego. Seus sorrisos se esconderam quando souberam quem eram os donos do pato.
Suas feições mudaram de tom quando descobriram o que ele representa.
Ele representa o fim de vários direitos trabalhistas, como defende a sua dona legítima,  A FIESP.
Ele que de inocente passa a ser culpado, do fim das garantias do contrato  de trabalho  e  da  precarização das relações patrão-empregado.
Ele representa as terceirizações que jogarão milhões de trabalhadores numa espécie de informalização trabalhista legalizada, jurisprudente.
Ele é socialmente incorreto, por isso ele é cego. 
Para não ver ele próprio, as mazelas criadas por seus donos e seus assemelhados.
Ele representa um retrocesso histórico nas garantias trabalhistas,
conquistadas a duras penas e muitas décadas de suor e sangue de muitos trabalhadores.
Ele parece bonitinho, mas é cego, e você nem percebeu, porque ele veio para enganar, disfarçar a sua real natureza.
Por que ele é grande? Porque veio para esmagar o trabalhador e sua vontade de vencer na vida.
Ele é grande porque veio para sufocar o sindicalismo e te deixar, trabalhador, sem uma voz no meio da batalha do dia a dia.
É proposital, ele é grande, bem grande, para assustar, intimidar mesmo, o povo trabalhador.
Este pato de bonitinho não tem nada, ele é na verdade um MONSTRO!

                         Manoel Augusto

sábado, 23 de abril de 2016

E os golpistas correram para Washigton



Em debates recentes nas redes sociais, com alguns opositores da presidente Dilma Roussef, fui taxado de fantasioso e usar de especulações para justificar que o que está em curso é um golpe, e golpe contra interesses nacionais, onde alguns dos interessados nisso são as petroleiras Exxon e Chevron, que foram assinaladas pelo consulado americano no Rio de Janeiro, em 2009, por estarem tentando modificar a Lei de partilha do pré-sal, sem sucesso, segundo cabogramas diplomáticos, divulgados por WikiLeaks, que também revelariam que José Serra, então candidato do PSDB a Presidência   que competia  com   Roussef,   prometera confidencialmente a Chevron, que se eleito afastaria a Petrobrás do Pré-sal. (Assista ao vídeo no Youtube de “NEO – New Eastern Outlook”, escrito por F. William Engdahl, norte-americano, engenheiro (Princeton) e pós-graduado em economia comparativa (Estocolmo), revela que o governo de Dilma está sob ataque).    

https://www.youtube.com/watch?v=tkYATwjAwJk


Alguns assistiram ao vídeo, e o acharam sensacionalista, especulativo. e ainda tentaram desqualificar Enghal e o NEO. 

Conclusão: José Serra, tentou diversas vezes, desqualificar na Câmara federal a lei da partilha, sem sucesso, então acharam que ganhariam com Aécio e cumpririam os acordos com os Americanos, mas perderam e assim estamos nós aqui em 2016, assistindo o desenrolar de uma novela que começou em 2009, e bastou o golpe passar pela câmara para que Aloysio Nunes, corresse para os braços dos lobistas americanos da ASG de Madeleine Albright. Aguardemos os próximos capítulos.


                                                 Manoel Augusto


Quando Vai acabar o Terceiro Turno das eleições de 2014?



Talvez quando a ASG de Madeleine Albright, e o NDI (sigla em inglês para Instituto Democrático Nacional), dirigido por ela também, cansar de gastar alguns milhões de dólares, bancando passeatas do MBL e seus assemelhados, que já perderam bastante a côr, pra fazer parte das revoluções coloridas colecionadas por Albright e seus fundos ao redor do mundo. 
Como os documentos vazados por WikiLeaks dizem:  "Os americanos têm um ‘braço’ formado por ONGs muito ativo no apoio a certos grupos, outros países como a Espanha não têm e nos apoiavam através do ministério do exterior”.  Entre as ONGs citadas por Marovic estão o National Endowment for Democracy (NED), uma organização financiada pelo congresso americano, a Freedom  House e o International Republican Institute, ligado ao partido republicano – ambos contam polpudos financiamentos da USAID, a agência de desenvolvimento americana que capitaneou movimentos golpistas na América Latina nos anos 60, inclusive no Brasil. Todas essas ONGs são velhas conhecidas dos governos latinoamericanos, incluindo os mais recentes.
Foi o IRI, por exemplo, que ministrou “cursos de treinamento político” para 600 líderes da oposição haitiana na República Dominicana durante os anos de 2002 e 2003. O golpe contra Jean-Baptiste Aristide, presidente democraticamente eleito, aconteceu em 2004. Investigado pelo Congresso dos Estados Unidos, o IRI foi acusado de estar por trás de duas organizações que conspiraram para derrubar Aristide. Na Venezuela, o NED enviou US$ 877 mil para grupos de oposição nos meses anteriores ao golpe de Estado fracassado em 2002, segundo revelou o New York Times".
O que eles não esperavam era que o brasileiro iria reagir diferente dos Ioguslavos, dos Sírios, Sérvios, Dominicanos e outros. O que esta gente não levou em consideração, foi que os brasileiros estão sempre numa revolução, estamos na escola da democracia diariamente, buscando direitos negados por nossos próprios governantes, patrões, empresários, e afins. Não precisamos que fabriquem levantes aqui, nós já temos os levantes "nossos" de cada dia. Parafraseando Renato Russo: - Mas agora chegou nossa vez,
Vamos cuspir de volta o lixo em cima de vocês, Somos os filhos da revolução...

As Revoluções Coloridas no Brasil e o MBL


       
          Eles não são resultado de um encontro por acaso de jovens com um ideal em comum, Não. Eles foram cooptados, escolhidos a dedo, tinham o perfil ideal, já que havia surgido o momento ideal. abaixo, reproduzo trecho da matéria de A Pública (http://apublica.org/2012/06/revolucao-a-americana/) por Natália Viana:  
          
               Documentos vazados pelo WikiLeaks mostram como age uma organização que treina oposicionistas pelo mundo afora – do Egito à Venezuela.
No canto superior do documento, um punho cerrado estampa a marca da organização. No corpo do texto lê-se: “Há uma tendência presidencialista forte na Venezuela. Como podemos mudar isso? Como podemos trabalhar isso?”. Mais abaixo, o leitor encontra as seguintes frases: “Economia: o petróleo é da Venezuela, não do governo. É o seu dinheiro, é o seu direito… A mensagem precisa ser adaptada para os jovens, não só para estudantes universitários… E as mães, o que querem? Controle da lei, a polícia agindo sob autoridades locais. Nós iremos prover os recursos necessários para isso”.
O texto não está em espanhol nem foi escrito por algum membro da oposição venezuelana; escrito em inglês, foi produzido por um grupo de jovens baseados em outro lado do mundo – na Sérvia.
O documento “Análise da situação na Venezuela, Janeiro de 2010”, produzido pela organização Canvas, cuja sede fica em Belgrado, está entre os documentos da empresa de inteligência Stratfor vazados pelo WikiLeaks.
O último vazamento do WikiLeaks – ao qual a Pública teve acesso – mostra que o fundador desta organização se correspondia sempre com os analistas da Stratfor, empresa que mistura jornalismo, análise política e métodos de espionagem para vender “análise de inteligência” a clientes que incluem corporações como a Lockheed Martin, Raytheon, Coca-Cola e Dow Chemical – para quem monitorava as atividades de ambientalistas que se opunham a elas – além da Marinha americana.
O Canvas (sigla em inglês para “centro para conflito e estratégias não-violentas”) foi fundado por dois líderes estudantis da Sérvia, que participaram da bem-sucedida revolta que derrubou o ditador Slobodan Milosevic em 2000. Durante dois anos, os estudantes organizaram protestos criativos, marchas e atos que acabaram desestabilizando o regime.
Depois, juntaram o cabedal de conhecimento em manuais e começaram a dar aulas a grupos oposicionistas de diversos países sobre como se organizar para derrotar o governo. Foi assim que chegaram à Venezuela, onde começaram a treinar líderes da oposição em 2005. Em seu programa de TV, Hugo Chávez acusou o grupo de golpista e de estar a serviço dos Estados Unidos. “É o chamado golpe suave”, disse.
Os novos documentos analisados pela Pública mostram que se Chávez não estava totalmente certo – mas também não estava totalmente errado.
O começo, na Sérvia
“Foram dez anos de organização estudantil durante os anos 90”, diz Ivan Marovic, um dos estudantes que participaram dos protestos contra Milosevic. “No final, o apoio do exterior finalmente veio. Seria bobo eu negar isso. Eles tiveram um papel importante na etapa final. Sim, os Estados Unidos deram dinheiro, mas todo mundo deu dinheiro: alemães, franceses, espanhóis, italianos. Todos estavam colaborando porque ninguém mais apoiava o Milosevic”, disse ele em entrevista à Pública.
“Dependendo do país, eles doavam de um determinado jeito. Os americanos têm um ‘braço’ formado por ONGs muito ativo no apoio a certos grupos, outros países como a Espanha não têm e nos apoiavam através do ministério do exterior”.  Entre as ONGs citadas por Marovic estão o National Endowment for Democracy (NED), uma organização financiada pelo congresso americano, a Freedom  House e o International Republican Institute, ligado ao partido republicano – ambos contam polpudos financiamentos da USAID, a agência de desenvolvimento americana que capitaneou movimentos golpistas na América Latina nos anos 60, inclusive no Brasil.
Todas essas ONGs são velhas conhecidas dos governos latinoamericanos, incluindo os mais recentes.
Foi o IRI, por exemplo, que ministrou “cursos de treinamento político” para 600 líderes da oposição haitiana na República Dominicana durante os anos de 2002 e 2003.
O golpe contra Jean-Baptiste Aristide, presidente democraticamente eleito, aconteceu em 2004. Investigado pelo Congresso dos Estados Unidos, o IRI foi acusado de estar por trás de duas organizações que conspiraram para derrubar Aristide.
Na Venezuela, o NED enviou US$ 877 mil para grupos de oposição nos meses anteriores ao golpe de Estado fracassado em 2002, segundo revelou o New York Times.
Na Bolívia, segundo documentos do governo americano obtidos pelo jornalista Jeremy Bigwood, parceiro da Pública, a USAID manteve um  “Escritório para Iniciativas de Transição”, que investiu US$ 97 milhões em projetos de “descentralização” e “autonomias regionais” desde 2002, fortalecendo os governos estaduais que se opõem a Evo Morales.
Procurado pela Pública, o líder do Canvas, Srdja Popovic, diz que a organização não recebe fundos governamentais de nenhum país e que seu maior financiador é o empresário sérvio Slobodan Djinovic, que também foi líder estudantil.
Porém, um PowerPoint de apresentação da organização, vazado pelo WikiLeaks, aponta como parceiros do Canvas o IRI e a Freedom House, que recebem vultosas quantias da USAID.
Para o pesquisador Mark Weisbrot, do instituto Center for Economic and Policy Research, de Washington, organizações como a IRI e Freedom House “não estão promovendo a democracia”.
“Na maior parte do tempo, estão promovendo exatamente o oposto. Geralmente promovem as políticas americanas em outros países, e isto significa oposição a governos de esquerda, por exemplo, ou a governos dos quais os Estados Unidos não gostam”.
Assim, sabemos agora, quem está por trás dos MBL da vida, e que nada é de graça, nada é por acaso, nada é pelo povo brasileiro ou pela democracia, muito menos tem a ver com corrupção. Tudo tem a ver com poder, interesses internacionais, geopolítica, e golpes de estado, tudo dentro de uma atmosfera de inocência juvenil, como querem que você creia ser.
          Tem muita gente pra patrocinar golpes pelo mundo, e a bola da vez é o Brasil.