As forças a serviço do capital, são imensas, não há limite financeiro para comprar a mão de obra legislativa e legal. Atuando em todas as frentes desde de antes das eleições de 2010, quando apostaram em José Serra, com um pé atrás, e seu partido da Social Democracia do Brasil, PSDB. O golpe foi dificultado naquele momento pois a crise internacional bateu forte, mais forte do que eles calcularam e o Brasil resistiu mais do que eles esperavam (Os abutres e o fundo da Ponte de Pedra), e assim tiveram que recuar. Dilma venceu com certa tranquilidade ao candidato do capital, o cara que havia se comprometido a afastar a petrobrás do Pré-sal e derrubar a lei de partilha do mesmo. Apesar deste recuo, as intenções permaneceram as mesmas, os atores pouco mudaram em quatro anos e vieram com mais força em 2014, apostando agora pesado em Aécio Neves, e uma derrocada do Governo Federal, já apostando na crise e num congresso subserviente, para minar a fraca base do governo. Já havia um plano B, as denuncias de Edward Snowden, viriam a revelar que a Petrobrás e autoridades brasileiras estavam sendo espionadas, e todo este material viria a servir fartamente em um futuro próximo, juntamente com as revelações de WikiLeaks, dos cabogramas oficiais do departamento de estado estadunidense sobre os interesses de Chevron e Exxon no Brasil, e suas ligações com nossos velhos conhecidos da Social Democracia. Uma vez perdida a eleição, com Aécio, antecipadamente cantando vitória, e um clima já de divisão social, do nós contra eles, do sul contra o nordeste, do pobre contra o rico, e mil outras divisões criadas e acirradas pela mídia comprada e interesseira, nascia o golpe. Como na europa e na ásia, as ong's das revoluções coloridas, injetaram seu dinheiro e seus fartos dossiês sobre a corrupção na política brasileiras, e o uso das estatais para financiar campanhas, corrupção e enriquecimento ilícito. Assim em 17 Agosto de 2014, a operação lava-jato foi deflagrada em sua fase ostensiva, em seguida da-se o start dos coloridos do MBL, criado em dezembro de 2014. Nasce assim a campanha do ódio ao PT, aos movimentos sociais, a partidos de esquerda, como PSOL, PCdoB, e outros alvos de esquerda, intelectuais, artistas, juristas, cidadãos comuns, e qualquer um que se declare a favor do governo Dilma. Surgem as passeatas anti-PT, anti-Dilma e Lula. Os poderoso meios de comunicação massificam idéias de que há um plano diabólico das esquerdas, de se manter no poder, de um tal foro de são paulo, de uma ditadura bolivariana, de invasão cubana, e outras loucuras mais, pura lavagem cerebral, que criaram este clima de ódio e uma catarse coletiva anti-tudo que seja mais a esquerda.
Tudo isso, meticulosamente planejado, fora do país e aqui, numa grande rede de informações, suporte financeiro robusto, e apoio do empresariado, das federações das industrias, artisticamente, quase poeticamente, inspirados por uma operação lava-jato, midiática e cheia de capítulos emocionantes, digno de rede de intrigas e teorias da conspiração. E como brasileiro adora uma novela, o golpe tinha dado certo. Era só usar os ingredientes corretos e misturados num grande caldeirão, surge a personificação do golpe, um pato mostruoso, cego e assustador. O golpe é só o começo, não se iludam. O que vem a seguir, se passar o golpe será trágico para a classe trabalhadora e os menos favorecidos.
Deus nos livre deste golpe.

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